segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cães, gatos & Cia.

Eu e a Rose gostamos muito de animais... eu, qdo era adolescente tive muita vontade inclusive de cursar medicina veterinária.
Bom... ficou na vontade mesmo, mas creio que eu realmente teria levado jeito pra coisa.
Sempre quis muito ter algum bichinho de estimação, mas lá em casa tirando fora um e outro canário ou periquito que meu pai tinha, nunca quiseram saber de ter algum bichinho... com exceção de um vira-latinhas muito querido e simpático que tivemos alguns anos chamado Quico, e um gato bastante grande chamado Mimo que vivia enchendo o saco da mãe querendo comida de 05 em 05 minutos.
O tal gato na realidade era da minha tia que mora ao lado, mas tanto fiz, que ao fim das contas, ele vivia mais lá em casa do que na da tia.
Bom... os anos passaram, os dois se foram e minha mãe não quis mais saber de gato ou cachorro... embora eles agora tenham uma simpática calopsita (virou febre no município ter este tipo de ave) chamada Wilmuth.
Mas bicho de estimação para mim é cachorro ou gato... que graça tem ter um peixinho dourado??? Uma tartaruga??? Ou uma ave que vc nem pode tirar da gaiola com risco de sair voando pro mundo???
Uma pena que agora que estou morando sozinho não possa ter um cãozinho... infelizmente não tem condições... eu saio de manhã e volto só de tardezinha, e além do mais é apartamento... eu creio que um bichinho desses precisa de um pedaço de chão para ficar correndo por aí... e não ficar entregue a quatro paredes.
Além do mais, um pouco de tempo tem que se ter para dedicar ao bichinho... deixar ao Deus dará tbm não dá... como cuidar bem se o cara sai de manhã as 06 e volta de tarde as 06, e vai correndo pra aula e volta quase meia-noite???
Mas um dos motivos pelo qual a mãe diz que não querer mais saber de cachorrinho, é justamente o forte apego que surge... depois de uns anos ele se vai e fica o vazio.
Mas esta coisa de apego ao bicho de estimação parece estar tomando rumos totalmente fora do aceitável. O negócio atinge tal escala que até parece que vira doença... sei lá...
Já vi gente que tem cachorro(s) e trata como filho... pior: chama o bicho de filho!!!
Ou qdo tem gente que decide que não quer ter filhos, e acha melhor ter cachorros e gatos.
Claro: bem mais fácil ter cachorro à criança... um cachorro nunca vai começar a te questionar as coisas, e nem vai te dar certas dores de cabeça... mas não está certo colocar cachorro na frente de gente... não está...
Aqui no interior, a um tempo atrás, qdo morria um cachorro ou um gato seu, pegava-se o bichinho, ia-se para o mato, abria-se um buraco e enterrava-se ele lá... até era permitido choramingar um pouco, afinal, apego sempre tem. Mas não era nada de exagerado, ninguém (que não fosse criancinha) debulhava-se em lágrimas e rolava no chão de desespero... afinal: é bicho e não gente.
Para muitos hoje parece não haver mais diferença... caso contrário, o que explica existir cemitério para cães e gatos???
Crematório para os bichos??? Pior que tbm já tem...
Mas pelo amor de Deus!!! Quer dizer que vc vai enterrar o bicho num belo (e caro) cemitério, ele vai inclusive receber placa e tudo, e vc vai lá periodicamente levar flores, e de repente, até chorar??? Nossa... é o fim mesmo...
Se fosse para ir periodicamente ao túmulo de um avô... será que estas pessoas iriam???
Semana passada, uma conhecida (mais só de vista) que mora pertinho da casa do meu tio, em Presidente Lucena, teve um dos seus 08 filhos... errrr... desculpe, gatos, atropelado... o belo bichano “caputz” na hora...
A mulher, ora vejam só: solteira e sem filhos, de cerca de 50 anos... bem daquelas que seriam capazes de pagar não sei quanto e mandar enterrar o bicho num cemitério para animais entrou em desespero, começou a chorar num considerável volume, e clamar: “Não pode ser!!! Não pode ser!!! E agora??? E agora???”
Eu e mais umas 3 pessoas fomos acudir, e além do mais era preciso tirar o cadáver da rua, antes que um caminhão viesse e esborrachasse de vez o já achatado gato.
Qdo cheguei, a mulher completamente transtornada, já estava com o celular na mão, tentando achar o número do veterinário para pedir para ele vir imediatamente tentar salvar o gato.
Claro que só ela não enxergava que o gato estava mais morto do que o Arroio Dilúvio em POA, mas era preciso falar para a mulher em convulsão de que não adiantava mais veterinário nenhum.
Eu dei um pequeno chute no gato (pequeno, pq um de verdade, apesar da vontade, poderia me render processo), e disse: Dona Maria (nome fictício), ele está morto... de nada adianta chamar veterinário...
Com um saco velho, peguei o corpo do coitado do bichano (era um gato muito bonito) e levei até o pátio da casa da mulher e deitei na grama.
A filha da minha prima, que tem 04 anos ia do meu lado e ficava dizendo: ela ta morto! Ele ta morto! Eh, eh...
Antes de eu ir, a mulher, com a mão na cara, com a maior expressão de dor, me perguntou: “e agora, o que eu faço???”
Respondi: Ué??? Tem que enterrar ora essa...
Depois tive que ir pq o ônibus pra empresa já vinha chegando... no dia seguinte, fiquei sabendo que meu tio é que teve que ir enterrar o dito gato... a mulher não teve coragem.
A situação toda foi muito hilária... não pela morte do coitado do bichano... mas pela reação absolutamente desesperada da mulher...
Mas pelo amor de Deus... era um gato, não uma pessoa!!!
As pessoas perderam a noção do que é cuidar bem de um bicho de estimação, e elevam eles à uma condição sobre-humana...
A mulher, neurótica que ela só, restou aumentar a dose de anti-depressivo...

3 comentários:

Cris disse...

A parte ruim de ter bichinhos é essa. Um dia, assim como todos, eles se vão. Amo cachorros, meu sonho, que será realizado um dia, é ter uma casa com pátio para ter cachorro!!!! Mas nada de dormir na cama com a gente ou ter nome de gente!!! Daí já é demais!!!!

Anônimo disse...

Oi querido amigo!

Eu ainda lembro do Quico. Confesso que no começo tinha um pouco de medo dele, mas depois se tornou um pouco meu tb, hehehehe, pois as vezes vinha nos visitar... rsrsrsrs

Saudades dele e da minha gatinha Blosson.

Beijos

Anônimo disse...

Oi querido amigo!

rsrsrsrs, acho que deu algum problema, pois eu não sou anônima... sou a Bárbara;;; hehehehe

Eu ainda lembro do Quico. Confesso que no começo tinha um pouco de medo dele, mas depois se tornou um pouco meu tb, hehehehe, pois as vezes vinha nos visitar... rsrsrsrs

Saudades dele e da minha gatinha Blosson.

Beijos